terça-feira, 26 de agosto de 2014

Mario Vargas Llosa, ganhador do Nobel de literatura, escreveu no Estadão um texto interessante, apontando para as contradições existentes nos termos "liberal" e "liberalismo":

http://internacional.estadao.com.br/noticias/geral,liberais-e-liberais-imp-,1122964

Por conta dessas confusões é que não consigo abandonar a classificação em direita ou esquerda. Já pensei por diversas vezes em parar de usar esses termos, e começar a chamar as coisas por liberalismo, socialismo, progressismo, anarquismo, etc... Mas a confusão é tão grande, que simplesmente não fica claro. O termo liberal serve pra designar tanto um sujeito adepto de liberalismo clássico quanto um democrata da esquerda americana. O anarquista pode ser aquele militante radical pró-comunismo e anti-capitalista quanto um anarco-capitalista, que é pró-capitalista e anti-comunista. 

Por essas e outras continuarei usando "esquerda" e "direita", porque como diz no texto, o que vale não é o que as pessoas dizem, mas o que elas fazem. A esquerda quase sempre age visando o controle estatal do objeto de estudo, enquanto a direita quase sempre visa desvincular o objeto de estudo de qualquer controle que seja mais forte que o direito do indivíduo. 

O liberal de esquerda promove uma agenda progressista de controle estatal usando os coletivos sociais pra isso. 

O liberal de direita promove ideias de manutenção da ordem e do direito natural e individual pela garantia do livre mercado. 

Então, independentemente de como usam o termo "liberal" ou "liberalismo", as ações estão bem definidas.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Herbert Marcuse e a idiotice útil de Gregório Duvivier



Gregório Duvivier é o típico representante do pensamento esquerdista médio, muito comum nas universidades brasileiras. Quer saber o que a maioria dos estudantes universitários brasileiros (principalmente dos cursos de humanas) e até alguns professores pensam sobre temas políticos e sociais? Leia a coluna de Gregório Duvivier. Sou grato a Folha de São Paulo por ter cedido um espaço à esse sujeito, justamente por ele ilustrar tão didaticamente esta mentalidade que tomou conta do establishment universitário. Na sua coluna encontramos a informação de que ele é escritor. Se ele é de fato um escritor, qualquer pessoa minimamente alfabetizada também pode ser categorizada como tal. E é justamente assim mesmo: no Brasil, o militante de esquerda pode ser qualquer coisa, desde que sirva bem à "causa". O talento e a competência da pessoa em realizar determinada função não importa tanto. A régua que mede o militante é a sua eficiência em transgredir a ordem de tudo o que há. E nisso não há nenhum compromisso com o que vem depois. Mas isso é uma outra longa história. Enfim, temos aqui mais um texto aberrante (como de costume), que este lunático costuma soltar nas segundas-feiras: 


Ele termina seu texto dizendo: "Ateus, maconheiros, vagabundas, pederastas, sapatões e travestis do mundo: uni-vos", em alusão ao trecho mais famoso do manifesto comunista, de Karl Marx.

Pois é. A manipulação e utilização de pessoas marginalizadas como uma nova classe revolucionária foi explicada por Olavo de Carvalho, em 2009, em um artigo onde ele diz que Herbert Marcuse, vendo que o proletário tradicional do marxismo não se interessava mais pela luta de classes (já que obtiveram inúmeras vantagens com o avanço do capitalismo) idealizou o "novo proletário" na figura dos marginais e das pessoas ressentidas e "insatisfeitas com qualquer coisa", sempre revoltadas contra o "sistema". Segue o artigo, de leitura obrigatória:


Por essas e outras que Olavo de Carvalho é o sujeito mais odiado pela esquerda brasileira. Ele vem prevendo cada movimento dessa gente com precisão, há mais de 20 anos. O mais engraçado é ver esses "intelectuais" aventureiros tentando peitá-lo, e logo saindo com o rabo entre as pernas. Todos, sem exceção, são ridicularizados. Ver essas constantes humilhações que esquerdistas sofrem perante pessoas intelectualmente preparadas no fundo não me deixa feliz; apenas mostra o abismo entre o que é a intelectualidade brasileira e aquilo que deveria ser. Enquanto esse abismo não diminuir, idiotas como Gregório Duvivier continuarão sendo úteis aos abutres do socialismo.