Mario Vargas Llosa, ganhador do Nobel de literatura, escreveu no Estadão um texto interessante, apontando para as contradições existentes nos termos "liberal" e "liberalismo":
http://internacional.estadao.com.br/noticias/geral,liberais-e-liberais-imp-,1122964
Por conta dessas confusões é que não consigo abandonar a classificação em direita ou esquerda. Já pensei por diversas vezes em parar de usar esses termos, e começar a chamar as coisas por liberalismo, socialismo, progressismo, anarquismo, etc... Mas a confusão é tão grande, que simplesmente não fica claro. O termo liberal serve pra designar tanto um sujeito adepto de liberalismo clássico quanto um democrata da esquerda americana. O anarquista pode ser aquele militante radical pró-comunismo e anti-capitalista quanto um anarco-capitalista, que é pró-capitalista e anti-comunista.
Por essas e outras continuarei usando "esquerda" e "direita", porque como diz no texto, o que vale não é o que as pessoas dizem, mas o que elas fazem. A esquerda quase sempre age visando o controle estatal do objeto de estudo, enquanto a direita quase sempre visa desvincular o objeto de estudo de qualquer controle que seja mais forte que o direito do indivíduo.
O liberal de esquerda promove uma agenda progressista de controle estatal usando os coletivos sociais pra isso.
O liberal de direita promove ideias de manutenção da ordem e do direito natural e individual pela garantia do livre mercado.
Então, independentemente de como usam o termo "liberal" ou "liberalismo", as ações estão bem definidas.
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